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De repente nos
sentamos e sentimos estar a nossa alma secando. Frustrações
pululam dentro de nós avisando-nos que o os resultados pretendidos
nem sempre foram alcançados.
Palavras de desncorajamento ecoam dentro de nós e, então,
surge de novo com intensidade cada vez mais marcante uma ponta de
vontade de desistir. Virar a mesa, abandonar o barco, viver uma
vida mais simples na qual menores esforços produzam maiores
resultados.
O parágrafo acima é muitas vezes o retrato de muitos
momentos da alma pastoral. Pastores e pastoras ao longo do seus
ministérios defrontam-se com situações desencorajadoras
que as vezes convencem alguns a desistir.
Por outras vezes, os desafios gigantescos do ministério pastoral,
levam a tantos outros a mediocrizarem-se e por falta de força
para vencer os gigantes à frente, vêem- a si mesmos
como gafanhotos incapazes de conquistar a terra que mana leite e
mel.
Mas esta não deve ser a última palavra da nossa vida.
Não podemos deixar o desencorajamento instalar-se em nós
. Ele pode até ser uma vírgula, mas não pode
ser jamais um ponto final na nossa caminhada.
Neste texto virtual desejo trazer a sua memória aquilo que
lhe pode dar esperança e encorajamento. Quando me encontro
abatido e questionando se vale mesmo a pena todo nosso esforço
ministerial, procuro me encorajar com estas verdades:
1. Estou trabalhando aqui, mas os resultados do meu trabalho se
estendem até o além. Carrego comigo o mais nobre de
todos o s chamados: a vocação de uma trabalho pastoral
de extensão eterna. Por isto as dificuldades presentes não
podem esconder o brilho dos resultados eternos.
2. Os resultados do meu esforço pastoral podem mudar uma
geração. É incrível como nossa ação
pastoral pode mudar por gerações a vida de famílias.
Nem sempre o presente é o canteiro onde vejo o fruto do meu
trabalho, mas o futuro que eu não vejo está grávido
do que estou fazendo agora.
3. Não existe voz maior dentro e fora de mim que possa roubar
a singularidade do meu chamado diante de Deus. Poucas tarefas nesta
existência são tão sublimes, impactantes e eficientes
quanto o ministério pastoral. Por mais fortes que sejam as
vozes de desencorajamento, nenhuma delas soará em mim mais
alto do que a voz a lembrar-me a sublimidade divina do que faço.
4. Problemas podem ser transformados em desafios ao crescimento,
crises podem ser transformadas em oportunidades de vitória,
dores podem ser transformadas em instrumentos de aperfeiçoamento.
Quando penso assim sinto que tudo quanto pode me desencorajar no
fundo pode ser revertido par o meu próprio encorajamento.
Os problemas, as crises e as dores do ministério pastoral
podem ser transformados num dos mais intenso combustíveis
a que eu continue de cabeça erguida e prosseguindo para o
alvo ao qual Deus me tem chamado.
Estas verdades são pequenas gotas de encorajamento num mar
de desencorajamento dentro do qual muitas vezes vivemos. Neste caso
uma gota faz toda a diferença e tudo pode mudar quando olharmos
nosso momentos pelo prisma desta verdades. Sim, verdades que encorajam!
Rev. Eduardo
Rosa Pedreira
Comunidade Cristã da Barra da Tijuca
edubadu@uol.com.br
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