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Por mais que
tenha tentado ignorar o dinheiro, vejo que ele influencia todas
as coisas. Quando tenho o suficiente, minha vida parece um dia fresco
de outono, cheio de sol. Quando tenho falta, sinto-me como se estivesse
sendo atingido violentamente por uma frente fria vinda da baía
do Hudson, no Canadá.
Minhas finanças pessoais têm sido difíceis e,
às vezes, têm até me desesperado durante a maior
parte dos meus 22 anos de ministério. Durante o meu primeiro
ano como pastor de uma igreja em Chicago, minha renda anual era
de aproximadamente US$14,000.00. Durante os oito anos seguintes,
a igreja aumentou gradativamente o meu salário. Quando saí
de lá, estava por volta de US$25,000.00. Durante todo esse
tempo minha esposa não trabalhava.
Nossas posses refletiam a nossa situação. Em Chicago,
dirigíamos um Chevy Malibu 1974, todo enferrujado. A borracha
que veda as portas havia se deteriorado e, quando chovia, grande
volume de água se acumulava no piso traseiro do carro. Eu
tive de encher de jornais o lugar do pneu estepe, no porta-malas,
por ele estar todo comido pela ferrugem, para assim evitar a entrada
de sujeira e água.
Morávamos num apartamento de dois quartos no segundo andar.
Quando o vento do sul soprava, a fumaça química de
uma fábrica da redondeza era quase insuportável. As
janelas do prédio antigo trepidavam soltas com as brisas
do inverno, e as correntes de ar eram terríveis. Tornei-me
um perito em apanhar ratos (para isca deve-se usar pasta de amendoim,
e não queijo), acrescentando às minhas múltiplas
tarefas pastorais, a de um armador de ratoeiras. Sentia-me completamente
amarrado pela nossa penúria. Nunca pudemos ter poupança
e nada podíamos fazer para dar conta dos pagamentos trimestrais
do imposto de renda.
Quando nos mudamos para Arlington Heights, um subúrbio a
oeste de Chicago, recebia mais ou menos o mesmo salário anterior,
mas agora vivíamos em uma região de custo de vida
mais elevado. Certa vez, depois da nossa reunião de negócios
na igreja - na qual as despesas, inclusive o meu salário,
foram apresentadas -, um membro da igreja me disse: "Eu não
sabia que era possível viver nesta região da cidade
com menos de US$30,000.00 anuais. Como é que você consegue?"
Não muito bem.
Nada fez o ministério mais difícil para mim do que
a pressão financeira. Nada contribuiu tanto para que eu sentisse
que não mais podia continuar. Lembro-me que diversas vezes
me desesperei e, apesar do meu amor pelo ministério pastoral,
estava pronto a fazer qualquer outro tipo de trabalho por algum
tempo, somente para poder pagar minhas contas e ficar livre da pressão.
Uma vez, contra minhas próprias convicções,
até a idéia de comprar um bilhete de loteria me passou
pela cabeça.
Mas, como consigo verificar, minhas dificuldades financeiras não
foram primariamente decorrentes de um salário 'magro'. Em
vez disso, eu mesmo sou o culpado pelos meus 'invernos' financeiros.
Eles vêm de duas fontes: minhas fraquezas e minhas convicções
pessoais.
Um fanático contra o controle
Fizemos algumas coisas certas com o nosso dinheiro. Temos contribuído
bastante e, de modo geral, temos evitado dívidas.
Aprendi essas duas virtudes na igreja em que cresci. Meu pastor
dava de forma altruísta, e ele nos ensinava a dar do mesmo
modo. Mas a igreja também construiu um novo prédio
que foi muito além do orçamento e, por mais de uma
década, a dívida resultante era um furo galáctico
que consumia tempo, atenção, energia, os pastores,
dinheiro - praticamente tudo. Essa experiência definiu a minha
atitude com relação à dívida. Mesmo
em horas de sérias necessidades, minha família e eu,
normalmente, passamos sem esses gastos, ao invés de colocá-los
num cartão de crédito; e isto tem sido a nossa salvação.
Minha fraqueza, no entanto, é a falha de não fazer
um orçamento prévio. Por diversas vezes tentei fazer
um plano de orçamento, mas sempre acabava se reduzindo em
apenas anotar as despesas. Por 22 anos seguimos o método
de orçamento de dinheiro vivo, isto é: compramos somente
o que é necessário, e quando acaba o dinheiro, deixamos
de comprar.
Esse método tem uma grande falha. Ele não nos prepara
para as grandes despesas, sejam emergências ou não.
Conseqüentemente, temos um guarda-roupa pobre, nenhuma poupança,
nenhuma propriedade, um carro de 13 anos e um monte de aparelhos
domésticos velhos (consertei a nossa máquina de lavar
pratos portátil, que compramos após um ano de casados,
tantas vezes que parece que ela foi atirada do topo de uma montanha
para baixo). Emergências têm sido exatamente isso.
Por muito tempo, justifiquei-me dizendo que não tinha um
orçamento, porque realmente não tínhamos fundos
para fazer qualquer escolha. Cada gasto era uma necessidade, não
apenas uma vontade. Mas ao aumentar um pouquinho a nossa renda através
dos anos, nem assim conseguíamos desenvolver um orçamento.
A causa deveria estar em outro lugar.
A verdadeira razão estava em meu desinteresse por organizar
e controlar pessoas ou coisas. O fato de eu ter de administrar,
impede-me de fazer aquilo que eu gosto. Sou uma pessoa que gosta
de idéias e de palavras. Sou mais um pensador do que uma
pessoa que realiza algo. Constantemente analiso as coisas, questiono,
leio, explico ou tento entender. Portanto, gosto de organizar idéias,
mas não coisas, como dinheiro ou meus arquivos. Além
disso, gosto de buscar a presença do Senhor, na disciplina
espiritual. Tenho de me esforçar para concluir o meu tempo
de leitura bíblica e oração. Aos poucos tenho
aprendido a administrar e organizar, motivado pela necessidade e
pelo desejo de ser um mordomo fiel, mas geralmente faço o
mínimo possível.
Dois mitos financeiros
Quando eu era adolescente, tinha de caminhar quase um quilômetro
para a escola. Durante o inverno isso fazia com que as minhas mãos
ficassem rachadas e sangrassem. Minha mãe implorava para
que eu usasse uma loção especial para proteger as
mãos, mas, apesar da dor, eu não fazia caso do seu
pedido e não cuidava das mãos. Afinal, dentro de poucos
meses viria a primavera e as mãos sarariam.
Durante os meus primeiros cinco anos no ministério agi da
mesma maneira infantil com relação às minhas
finanças pessoais. Eu simplesmente ignorava as dores financeiras
e o sangramento e mantinha os meus olhos no ministério. Dois
mitos me encorajavam a agir assim:
1) Não dá para viver com a renda que temos. Talvez
este tenha sido o mito mais destrutivo, porque ele me convencia
a não ter mais a esperança de gradualmente poder me
fortalecer financeiramente através de princípios econômicos
sadios. Em vez disso, colocava toda a minha esperança no
fato de que Deus, miraculosamente, iria mudar as circunstâncias
da noite para o dia. Naturalmente, Deus pode fazer isso, mas normalmente
Ele tem uma outra agenda. Ele quer me moldar por meio da luta, para
que eu possa desenvolver virtudes como autocontrole, sabedoria,
planejamento.
2) Pastores são mal pagos. Isto, naturalmente, depende da
'régua' com que estou medindo. Posso usar um padrão
humano e dizer que pastores deveriam ganhar o que as pessoas da
classe média ganham, mas onde é que encontraria apoio
bíblico para isso? Além do mais, pesquisas recentes
mostram que há uma tendência de se pagar melhor aos
pastores. O mito de que todos os pastores são mal pagos só
me fazia ter pena de mim mesmo, e ficar, de vez em quando, amargurado
com a igreja, e talvez até com o Senhor. Em vez de me esforçar
para viver de maneira decente com o salário que tínhamos,
talvez eu quisesse sofrer para que os pudesse ferir. O martírio
pode ser uma grande vingança.
Finalmente concluí que, mesmo que minha boa administração
pessoal financeira me afastasse das coisas que eu considerava mais
espirituais, Deus provavelmente queria que eu as fizesse. Apesar
de termos dado o nosso dízimo fielmente, Ele não nos
mandou um 'dilúvio' de dinheiro para acabar com os nossos
problemas. Tivemos de aprender como administrar as coisas. Deus
pode prover de maneiras extraordinárias, às vezes,
mas geralmente, Ele quer que eu use a minha sabedoria e meu trabalho
árduo.
Essa lição foi reforçada pelo que li em Gênesis
39 a respeito de José, a quem Deus abençoou de modo
especial: ele era um administrador muito eficiente. Deus abençoou
tudo que José tocava, direta ou indiretamente. Como Jesus
ensinou, quem é fiel no pouco será fiel no muito.
Parece que Deus faz objeção de se querer encher de
água um balde furado.
Eu li algo que diz que devemos nos concentrar em nossos pontos fortes.
Se colocamos muita ênfase em nossas fraquezas, assim parece
a lógica, os nossos pontos fortes simplesmente se definham.
Isto me consola, mas talvez tenha ido longe demais. Isto corre o
risco de me levar finalmente ao ponto de me recusar de crescer no
Senhor. Mesmo que eu desfralde uma grande vela ao vento, se a estrutura
do barco tiver um furo, o barco irá a pique. Se eu não
tenho pessoas ao meu redor a quem possa delegar as coisas que não
sei fazer bem, eu preciso ter um mínimo de competência
em minhas fraquezas para aproveitar ao máximo os meus pontos
fortes.
Portanto, a maneira como administro o meu dinheiro é espiritual.
Administração de dinheiro pode nos conduzir ao crescimento
espiritual. Deus quer que nos envolvamos.
Guiado por convicções
Juntamente com as minhas fraquezas, diversas convicções-chaves
têm dirigido os meus hábitos financeiros. Algumas delas
mantive simplisticamente; tive de defasá-las porque me faziam
racionalizar minhas fraquezas. Outras eram boas, mas não
podia prever suas repercussões no mundo real.
Minha esposa não deveria trabalhar fora do lar. Nancy gerou
nossos quatro filhos num período de 13 anos, e nós
queríamos que ela cuidasse deles. A princípio, esta
era a nossa convicção, baseada nas Escrituras; mas
isto, depois, tornou-se simplesmente a nossa preferência.
Em uma economia estruturada para famílias com dupla renda,
nossa escolha, obviamente, nos deu menor margem para tal padrão.
Gostaria de dizer que Deus recompensará os pais quando a
mãe estiver em casa e que a família vai ter o suficiente
como se ela trabalhasse fora, mas esta não tem sido a nossa
experiência. Quando o nosso caçula entrou na escola
anos atrás, Nancy começou a trabalhar parte do tempo,
e isso nos ajudou de modo significativo. Com certeza, nossos filhos
foram favorecidos por esta decisão de Nancy ficar em casa
e eu me alegro por sua atitude. O que eu deveria saber, entretanto,
é a mensagem repetida nas Escrituras de que freqüentemente
as convicções nos acarretam sacrifícios.
O dinheiro nunca deveria determinar onde exercer o meu ministério.
Eu desejo responder ao chamado de Deus, não importa o tamanho
da igreja e o salário. Ministério não é
como uma escada em cuja carreira os cheques aumentam progressivamente.
Esta perspectiva, entretanto, pode ter me impedido de comunicar
aos líderes da minha igreja, responsáveis pelas decisões
salariais, as minhas verdadeiras necessidades. Com o passar dos
anos aprendi, o que espero, a buscar um equilíbrio entre
fé e realidade. Eu preciso estar disposto a ter fé,
quando necessário, mas também preciso comunicar minhas
necessidades e, a seguir, em oração, deixar a decisão
com o Senhor e na mãos dos responsáveis.
Quando eu discutia com os líderes de uma igreja sobre a possibilidade
de aceitar um convite para pastorear, por exemplo, sentia fortemente
que Deus havia me dirigido para aquele lugar. Apesar disso, eu estava
decidido a deixar claro para os líderes as minhas necessidades,
não apenas para sobreviver, mas para viver de modo que a
minha família sofresse apenas as pressões financeiras
normais. Para mim, o montante total do salário podia parecer
exorbitante, mas sentia que era exatamente isso o que deveria fazer.
Como resultado, meu pedido salarial excedia em cerca de 50% ao que
os líderes planejavam pagar, mas, sem piscar, aceitavam minhas
exigências, e sem discutir. Se eu tivesse pedido menos, teria
recebido menos e agora estaria vivendo com todas as desagradáveis
conseqüências...
Se eu buscar o reino de Deus e a Sua justiça, não
terei de me preocupar com dinheiro. Isto, naturalmente, não
é exatamente o que Jesus disse. Ele nunca sugere que eu seja
um recebedor passivo no processo da provisão de Deus. Pelo
contrário, as Escrituras mostram que Deus normalmente me
usa nesse processo, e isto significa que eu deva levar muito a sério
a questão de dinheiro.
Algumas vezes esta questão me envolveu em decisões
que pareciam auto-ajuda. Em nossa primeira igreja em Chicago, depois
de uma oferta muito baixa, eventualmente eu tinha de optar entre
a igreja pagar o meu salário ou pagar as contas de luz, gás
e telefone. Eu tinha ouvido outros pastores comentarem que é
melhor pagar as contas da igreja primeiro. Depois de tentar isto,
finalmente verifiquei que em nada ajudou à igreja. O que
consegui com esta atitude, foi afligir a mim e a minha família
com essas pressões financeiras, o que nos levou, com o passar
do tempo, a precisar procurar outro campo. A igreja tem de se responsabilizar
em pagar ao seu obreiro o seu salário devido. Então,
depois desta experiência, fiz exatamente isto, e as contas
da igreja, de uma maneira ou outra, eram também sempre pagas.
Enquanto fazia-me de alvo para os problemas da igreja, eu mesmo
interceptava e não recebia as promessas de Deus.
Dinheiro é um material perigoso. Muitas vezes o Novo Testamento
nos adverte sobre os perigos do amor ao dinheiro. Por esta razão,
além de pagar minhas contas, nunca tive o desejo de ajuntar
dinheiro.
Mesmo assim, no fundo do meu coração, creio que outros
motivos contribuíram para isso. Jamais comprei uma casa e,
no momento, alugo uma casa de três dormitórios, apesar
de tê-la podido comprar, se realmente o quiséssemos.
A verdade é que eu me sinto mais espiritual quando estou
relativamente 'pobre', mas isto é uma distorção
em minha espiritualidade. Não estarei eu tentando impressionar
a Deus ou ganhar o seu favor passando necessidade?
Em meu ministério eu preciso estar disposto a sofrer por
Cristo. Nem sempre aprecio isto. Contudo, de modo geral, tenho suportado
as dificuldades estoicamente, e tenho me sentido honrado ao passar
necessidades pelo amor a Cristo. Mas isto me deixou cego com relação
ao que as dificuldades fizeram para a minha família. Eu achava
que eles deveriam estar tão felizes quanto eu, ao sofrer
por Cristo. Mas nós estávamos em uma situação
que eu havia escolhido, e não eles. Para a pessoa que escolhe
é muito mais fácil do que para aqueles que são
forçados a aceitar uma situação.
Tive de dar muitas "cabeçadas" para que aprendesse
isso. Certa ocasião, meu filho adolescente e eu começamos
a discutir calorosamente, algo bastante incomum para nós,
e então no calor da discussão ele me disse: "Que
tipo de homem é você, que nem pode prover uma vida
financeira para sua família?"
Isto me alertou bastante. Embora o resto do mundo julgue um homem
pela quantia de dinheiro que ele pode produzir, em minha simplicidade,
nunca me ocorreu que alguém em minha própria família
também fizesse esse juízo.
Apesar de tudo, dinheiro não era realmente o problema, porque
a escassez por si mesma não causa amargura. Eu simplesmente
não me esforcei para tornar as coisas divertidas como poderia
ter feito, para compensar pelas dificuldades. Eu poderia ter levado
a família para passear no parque e poderia ter passado mais
tempo com ela do que passei. Mas eu me focalizava na igreja, amava
o meu trabalho e estava contente. Divertimento nunca foi uma das
minhas prioridades. Além disso, creio que sou culpado de
ter falado freqüentemente a respeito da nossa pobreza, usando
isso para dizer que não tinha dinheiro e, assim, poder dizer
não para alguma coisa que os filhos quisessem.
Coragem para alcançar a terra prometida
Cometi muitos erros, dos quais ainda terei de enfrentar as conseqüências
por algum tempo. Mas apesar disso, Deus tem mostrado a Sua graça
em nossas finanças. Ele tem usado finanças como um
lastro espiritual em minha vida, um grande peso que me estabilizou,
forçando-me a tratar com as distorções sobre
este assunto, segundo o meu modo de pensar. Deus supriu as nossas
necessidades sem falhar e nos abençoou com saúde excelente.
Em nosso estado financeiro vulnerável, Ele nos protegeu de
grandes crises financeiras que poderiam nos ter lançado em
um buraco de onde jamais poderíamos sair.
Meus filhos mais velhos, agora na universidade, são muito
trabalhadores e independentes. Por ter passado por necessidades,
aprendi a orar com mais eficiência e minha fé aumentou
ao ver Deus provendo. Agora tenho empatia por outros que estejam
passando por necessidades.
Finalmente, minha esposa e eu estamos conseguindo estabelecer um
orçamento. Começamos anotando os gastos em seis áreas
críticas de controle, como as compras do supermercado, em
um papel de contabilidade pregado junto ao talão de cheques.
Quando já estamos habituados a anotar, planejamos separar
quantias mensais para cada categoria dos gastos e, assim, podemos
permanecer dentro dos seus limites. Eu sei que isto funciona!
Uma estrela que me tem guiado nestes tempos todos é a experiência
de Abraão e Isaque. Em Gênesis 12, lemos que Deus apareceu
a Abraão e ordenou-lhe que fosse para a terra de Canaã,
dando a ele promessas extravagantes. Abraão obedeceu, suportou
a dificuldade de andar centenas de milhas e, quando chegou ao lugar
que lhe fora ordenado ir - a terra da promessa, o fim do arco-íris
-, ele encontrou algo inesperado: fome.
Isto foi duro, não só para Abraão, mas para
centenas de pessoas que viviam com ele. Imagine as crianças
do seu acampamento chorando de fome e sede. Imagine o que ele teve
de enfrentar ao ouvir as dúvidas de Sara, Ló e outros
que estavam com ele. A fome era tão severa que Abraão
achou que deveria ir mais para o sul, para poder sobreviver no Egito.
Isaque também encontrou fome na Terra Prometida, de acordo
com Gênesis 26. Como seu pai, Isaque pensava em ir para o
Egito, mas Deus lhe apareceu e disse: "Não vá
ao Egito; viva na terra que eu te mandar viver. Fique nesta terra
por um tempo, e eu estarei contigo e te abençoarei".
Com fé e em obediência, Isaque ficou onde estava. Eventualmente
Deus o abençoou por essa razão, dando a ele uma colheita
abundante da semente que plantou.
Eu recebi esta lição como uma promessa e um paradigma
para minha vida. Por algum tempo a terra prometida pode ser um lugar
hostil. Mas, mais cedo ou mais tarde, se eu perseverar, Deus sempre
irá cumprir os Seus propósitos para mim e produzir
uma colheita abundante, conforme Ele quiser.
O lugar para onde Deus me chama não é fácil
de alcançar, principalmente nos estágios iniciais.
Leva tempo (centenas de anos para Abraão e seus descendentes).
É preciso coragem e fé (muitas vezes eu queria uma
situação em que não precisasse ter fé!).
É preciso ter disposição para enfrentar fome
e viver em tendas como um nômade. Mas eu creio que a glória
que eventualmente será revelada nesta vida ainda, e não
se pode medir o muito mais na futura, fará com que esta dificuldade
pareça insignificante. A Terra Prometida pode, às
vezes, ser hostil, mas é o meu lar espiritual.
Craig
Brian Larson é pastor da Assembléia de Deus "Lake
Shore", em Chicago, Illinois, EUA. Trad. Rev. João W.
Faustini
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